segunda-feira, 11 de julho de 2011

Empresas investem em experiências para incentivar público interno

Por Rayane Marcolino, do site Mundo do Marketing

As boas e velhas ações de incentivo que acontecem dentro das empresas vêm ganhando cara nova. Em vez dos sorteios de TVs, eletrodomésticos ou outros utensílios comuns do dia a dia, muitas companhias têm buscado oferecer algo que seja mais significativo e que aumente os laços com o seu público interno, revendedores ou colaboradores.
Embora algumas marcas já utilizem as experiências como forma de atingir e se aproximar do consumidor, a preferência é oferecê-las primeiro aos funcionários, fortalecendo estrategicamente a empresa. “Hoje, cerca de 70% dos negócios do Grupo são para incentivo do público interno”, afirma Leandro Capozzielli, Presidente do Grupo Orange Soluções Integradas, que detém empresas especializadas em oferecer diversos tipos de benefícios, desde créditos de celular a experiências, como O Melhor da Vida.
Para se destacar no mercado, a agência de Experience Marketing investiu em oferecer experiências que fugissem do tradicional, como tratamentos estéticos, spas, voos de balão e viagens. “Os brindes comuns todo mundo oferece, mas só a experiência permite que o beneficiado experimente o conceito da marca”, explica Jorge Nahas, Sócio Diretor de O Melhor da Vida, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Menor custo, maior retorno

As ações de incentivo que têm como prêmio as experiências trazem resultados positivos e cerca de 90% de quem já utilizou iniciativas desse tipo pretende investir novamente. “As pessoas estão saturadas de receber brindes. A grande maioria delas já possui TV e DVD e precisa receber coisas diferentes para serem atingidas”, afirma Cristiano Athayde, Gerente de Produtos da Total on Demand (foto), ao site.
Além de serem uma conveniência e uma novidade, as experiências têm ainda como vantagem o preço e o tempo que aquela ação fica na memória do beneficiado. “Uma experiência de R$ 100,00 tem mais valor emocional do que um brinde do mesmo valor", afirma Nahas, garantindo que esse recall pode durar por anos. “As empresas brasileiras já identificaram esse mecanismo e, por isso, essa demanda tem aumentado”, completa Athayde.
Segundo as empresas, o segredo é pensar em algo que fuja do cotidiano do consumidor e que ele não realizaria com o seu próprio orçamento, mesmo que não seja por falta de dinheiro, mas muitas vezes por serem de difícil acesso. É o caso dos voos de balão, uma das experiências mais pedidas no mercado, assim como dias em spas, jantares especiais e atividades esportivas ou ao ar livre.

De acordo com o público

O mercado de experiências, embora cresça, ainda engatinha no Brasil. Existe o receio por parte de algumas empresas em mudar suas estratégias de premiação e dos próprios beneficiados. “Notamos que as pessoas preferem as experiências menos radicais, mas acho que esse cenário vai mudar conforme esse hábito se tornar mais comum. Assim, as experiências devem chegar também ao consumidor”, acredita Cristiano Athayde.
Essa tendência de algumas ações focadas no consumidor também está sendo notada pelo O Melhor da Vida. A agência já realizou ações para LG, Panasonic e Kopenhagen. Para esta última, uma iniciativa com o objetivo de aumentar o ticket médio de R$ 17,00 para R$ 39,00 presenteou consumidores com viagens para pilotar uma Ferrari ou velejar no mediterrâneo. “Nem assim deixamos o público interno de fora. O vendedor que incentivasse o cliente também poderia ser beneficiado. Em uma parceria como essa todos os lados têm a ganhar”, completa Jorge Nahas.

domingo, 26 de junho de 2011

Endomarketing em nova perspectiva

Por Luís Carlos Carvalho para o site Mundo do Marketing
O Endomarketing foi concebido como marketing voltado para o ambiente interno das organizações em meados da década de 1980, nos Estados Unidos, com um propósito bem claro: transformar empregados em promotores. No início, parecia simples atingir esse objetivo, uma vez que bastava antecipar ao público interno produtos e serviços que mais tarde seriam levados aos consumidores. Assim, conscientes das qualidades e defeitos de suas “ferramentas de trabalho”, os empregados aumentariam as chances de sucesso nas vendas e de satisfação dos clientes também nos movimentos pós-vendas. Mas o aumento da complexidade de empresas e mercados tratou de jogar por terra essa percepção, notadamente porque o Endomarketing lida com os públicos internos, que nos últimos anos tem sofrido mudanças de perfil a partir da renovação etária sistemática da mão de obra ativa.

Ainda que a maioria dos profissionais de recursos humanos insista em confundir Endomarketing com comunicação interna, limitando sua atuação aos house organs, murais e refeitórios, essa concepção já não serve mais às organizações contexto atual dos negócios. E uma revitalização do Endomarketing começa a ser modelada nas grandes corporações, que estão descobrindo por seus próprios meios que esta matéria do Marketing precisa ser tratada com maior atenção, considerando seu imenso potencial de geração de resultado.

É a velocíssima evolução dos negócios, com o surgimento de novos e criativos tipos de serviços a cada dia, em decorrência de um leque aparentemente infinito de novas necessidades, que lança nova perspectiva sobre o Endomarketing. E por incrível que pareça, quanto mais tecnologia incorporam às suas plataformas de negócios, mais aumenta a dependência que empresas tem das pessoas para que processos de toda ordem fluam do modo planejado. E o que há de novo nisso para o Endomarketing? A abordagem. Até o "boom" tecnológico da década de 1990, sua atuação era meramente periférica, assessória. Agora ela adquire status estratégico, ponto crucial para o sucesso de qualquer estratégia corporativa que dependa, direta ou indiretamente, da ação das pessoas.

Em sua nova perspectiva, o Endomarketing é a ferramenta essencial da gestão estratégica de pessoas: é ela que faz "o time entrar em campo", consciente das regras, dos papéis individuais e coletivos e dos objetivos do jogo. Longe dos discursos românticos da gestão de pessoas, que tratam desde o recrutamento até o complexo desenvolvimento de competências, passando pela gestão do clima organizacional, o novo Endomarketing procura tratar os diferentes públicos internos na dimensão de "compradores de idéias", gente que se move motivada por suas convicções e interesses próprios.

Nesse momento, gestores de organizações dos mais variados portes e segmentos começam a compreender melhor o Endomarketing e perceber o quanto sua utilização dentro dos preceitos do Marketing, disciplina que o gerou, pode representar em termos de resultados. A conjuntura competitiva será determinante para avanços perceptíveis na utilização do Endomarketing nos próximos anos, claramente como uma ferramenta de enorme potencial de influência sobre o desempenho das pessoas.

O primeiro desafio reside na ampliação do seu espaço de importância nas cúpulas das organizações. O Endomarketing precisa de mais espaço nas discussões que enfoquem direcionamentos estratégicos de curto, médio e longo prazos, com a finalidade de promover o rápido alinhamento entre discurso dirigente e ação da força de trabalho, compatibilizando-os com as diretrizes firmadas em nível diretivo. Dessa forma, em breve, sentar-se à mesa com um executivo de Endomarketing significará deparar-se com profissional que possui dados sobre o comportamento do público interno, seus pontos fortes, fracos, e os utiliza de forma a obter o melhor rendimento da equipe.

O segundo desafio está na aplicação de abordagens inovadoras aos olhos dos diferentes públicos internos. Até aqui, o Endomarketing tem sido repetitivo em suas fórmulas de abordagem, replicando em partes, ou no todo, modelos utilizados no Marketing. Em sua nova perspectiva, deverá apresentar novos paradigmas para o envolvimento das pessoas com a Idéia formulada no nível estratégico. E saber lidar com as novas tecnologias será decisivo para o enfrentamento desse desafio. Com gerações de empregados cada vez mais à vontade com os novos ambientes de interação, o Endomarketing haverá de demonstrar sua capacidade de adaptar-se a essa realidade e formular estratégias de abordagem adequadas a esse contexto.
   
O terceiro desafio do Endomarketing diz respeito ao desenvolvimento de métodos para a mensuração dos resultados auferidos a partir de sua aplicação. A nova cena empresarial, com margens de lucro decrescentes, não admite mais investimentos na mobilização do público interno que não tragam consigo retorno mínimo esperado. Os resultados obtidos a partir da atuação coordenada das pessoas demarcarão os parâmetros de avaliação das taxas de sucesso dos planos de Endomarketing

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os gaps da comunicação

MACEBS da redação 
Não deixe que sua empresa fracasse por causa da comunicação! Da falta de comunicação? Não! Onde existem pessoas existe automaticamente a comunicação, o grande problema são os gaps que a má comunicação tem causado nas organizações e estes gaps impedem o crescimento, o sucesso e até mesmo a sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo. Fernando pessoa disse “E o que não quer dizer nada sempre quer dizer qualquer coisa” quero acrescentar algo muito relevante a esta frase: “O que parece não dizer nada, pode estar dizendo algo muito relevante para a sua empresa”, estamos nos comunicando o tempo todo, mas como estamos nos comunicando? Nas organizações muitos gaps são corrigidos apenas com um programa interno de melhoria da comunicação. Às vezes diretores, gerentes, supervisores reclamam de seus colaboradores porque segundo eles as tarefas não são executadas de acordo com o solicitado, mas na verdade o problema não está no receptor e sim no emissor da mensagem, precisamos comunicar com clareza e sempre nos certificarmos se o receptor entendeu a mensagem. Por isso um bom programa de endomarketing deve ter como ponto de partida a melhoria da comunicação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Falando a mesma língua

Da Redação MACEBS
O Endomarketing, que é um processo de informação, pode receber também a nomenclatura de Marketing Interno, serve como estímulo e motivação para se obter maior comprometimento dos colaboradores para com a instituição, ou seja, seus clientes internos. Ajuda no conhecimento mais amplo de um processo interno, podendo afetar seu resultado final, devendo ser contínuo e direcionado ao propósito da organização.
Além de informar, o Endomarketing faz com que o colaborador sinta-se parte de um todo, de uma engrenagem que roda a favor da empresa. O marketing interno em geral é desenvolvido pelo RH da empresa ou pelo departamento de marketing e pode ser considerado um estímulo ou motivação interna, apesar de não conseguirmos mensurar a motivação das pessoas.
É primordial que todos “falem a mesma língua” dentro de uma organização, daí a importância de se saber quais as metas, estratégias e objetivos da empresa, pois somente assim pode-se seguir no mesmo compasso e direção. Isso possibilita um clima interno mais harmonioso fazendo que até mesmo os resultados de cada departamento possam ser os mais satisfatórios possíveis.
A opinião do público interno tem forte influência nas opiniões do público externo, exatamente esse o motivo das empresas investirem cada vez mais no Endomarketing como importante estratégia de Recursos Humanos.
Existem várias formas de se utilizar o Endomarketing como ferramenta dentro da organização, cabe a cada uma avaliar seus conceitos e objetivos para que assim possam chegar de forma mais profissional a um resultado com melhor qualidade não só para seus colaboradores, mas também para o público final.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Conquiste seus colaboradores com Endomarketing

Por Rodrigo Freire

Muito além de eventos sazonais e ginástica laboral, o Endomarketing hoje, é indispensável ao desenvolvimento corporativo. O principal e mais evidente benefício provido por ele é o aumento da produtividade e, consequentemente, dos lucros.
A boa aplicação do marketing interno traz bem-estar e satisfação aos colaboradores. Mais felizes e alinhados à visão da companhia, a dedicação nas funções tende a aumentar. Além disso, a percepção sobre a empresa melhora sensivelmente resultando em um círculo virtuoso.
As vantagens são diversas, bem como o impacto causado. Desperta-se a consciência da equipe frente à cultura e identidade organizacional de forma não impositiva. Todos se sentem parte do processo e agentes de transformação. Isso é extremamente importante para a incorporação de novas atitudes, pois mudanças comportamentais definitivas devem partir “de dentro para fora”.
No mundo dos recursos humanos, as ações são critério de seleção e até eliminação de candidatos. Os adeptos do conceito CHA consideram importante o Conhecimento e Habilidade dos profissionais, mas a garantia do sucesso está na Atitude. O “saber como” e o “querer” fazer certo.
A estruturação do Endomarketing requer tempo, demanda e, evidentemente, dedicação. Seu objetivo é bem parecido com o marketing realizado aos clientes externos: satisfação para a obtenção de lucro. A mudança está apenas no target. Sabe-se da importância do capital humano para os negócios. Investir em integração e motivação como diferenciais competitivos é colaborar para a retenção de bons profissionais e pensar no futuro da empresa.
Os resultados melhoram com a evolução do departamento. Quanto maior o conhecimento sobre os mecanismos da organização e o perfil das equipes, mais eficientes se tornam as ações. Nesse caso a dica é: paciência, empenho, muita pesquisa e foco.
Criatividade e jogo de cintura também são a chave do sucesso. Descubra os anseios dos colaboradores e coloque em prática as soluções. A superação de expectativas aumenta o impacto e causa boa receptividade aos próximos projetos. Investir em alternativas simples, mas não simplórias, é o grande desafio na conquista do público interno.
Boa parte das corporações ainda são resistentes à prática. Em geral, elas “deram certo” sem se utilizar desse recurso e o consideram gasto, não investimento como é de fato. Se você está nessa lista, faça uma busca na Internet e comprove. As empresas mais desejadas têm o Endomarketing na sua essência. Um bom caso é o Google, apesar de ultrapassar um pouco os limites da realidade pela multiplicidade de ações.
O bom desenvolvimento do setor exige informação. Boa sintonia com as estratégias da empresa favorecem resultados positivos. Manter contato próximo ao RH e aos gestores também impacta diretamente na eficácia do trabalho.Durante uma ação ou evento de Endomarketing crie identidades atraentes. Materiais desenvolvidos em editores de texto com ilustrações em baixa resolução captadas da Internet, nem pensar!
Ao término de qualquer atividade, peça feedback. Fundamental para a perpetuação da área, ele oferece parâmetros e dita os caminhos a seguir em ações futuras. É possível consegui-lo em reuniões com lideranças ou, se desejar algo mais detalhado, por fichas de satisfação entregues aos participantes.
Um cuidado necessário, para evitar o revés, são as premiações. Deve-se ter clara a função da equipe. Ela foi contratada para atingir e superar metas. Brindes e agrados demais podem condicionar o esforço à recompensas, o que compromete todo o trabalho e gera enormes ruídos.
Há diversas ferramentas de fácil aplicação e resultados rápidos. Um bom exemplo é a caixa de sugestões. Campanhas desse tipo contribuem para melhorias, principalmente em departamentos mais operacionais e criam um canal direto entre empresa-colaborador. Além disso, uma urna de idéias mostra boa vontade e proximidade. O estímulo é convertido em maior participação e interação.
O Endomarketing é tão importante quanto aumentos salariais. A justificativa é: obviamente temos necessidades financeiras, mas há também carências básicas a serem supridas. Até o funcionário mais interessado em dinheiro não resiste por muito tempo em uma empresa onde o clima é ruim. Mesmo com um bom salário o nível de dedicação jamais será equivalente ao de alguém motivado e bem integrado na organização. E quem entra nesse momento? Agora você já sabe.

De Rodrigo Freire para o site Mundo do Marketing

ÓTIMO PASSISTA x PESSIMO FUNCIONÁRIO! Escrito por MACEBS


Muitos gestores já se viram diante deste intrigante dilema, ele tem em sua equipe um péssimo colaborador, que vez por outra falta sem justificativa, não atinge as metas pré- estabelecidas e para piorar não dá a mínima para os valores e missão da organização que lhe paga um ótimo salário. Em contrapartida ele está totalmente envolvido com sua escola de samba, sai cansado do trabalho e vai direto para o ensaio, arrebentar a mão no tambor até as 2 da manhã, mesmo sabendo que no outro dia terá que levantar às 5h para ir à empresa trabalhar, por que a mesma pessoa tem dois comportamentos tão distintos? Esta é a grande pergunta! E a resposta está exatamente na paixão pelo que faz. Na escola de samba ele não tem salário, mas tem o envolvimento emocional, o amor pela comunidade, etc. Já na empresa ele apenas aprendeu a cumprir suas tarefas, e convenhamos isso é algo enfadonho, então qual a solução?! Um programa bem elaborado de endomarketing, que deve começar desde o primeiro momento do colaborador na organização, fazendo com que ele conheça não só os valores, a missão e a história desta, assim como os novos colegas e principalmente fazê-lo perceber o seguinte: A empresa conta com ele, para a organização ele é uma peça muito importante da engrenagem alguém que pode fazer a diferença, para que sua motivação seja renovada a cada dia e ai teremos um colaborador a altura do sambista.